Como jogar Guilty Gear antes do anime Dual Rulers

Por Stefani Couto07 de abr. de 2025Atualizado em 05 de ago. de 2025
Como jogar Guilty Gear antes do anime DUAL RULERS
Foto: Divulgação/Arc System Works/Sanzigen

A franquia Guilty Gear completa mais de duas décadas como uma das séries de luta mais criativas e marcantes dos videogames. Criada por Daisuke Ishiwatari em 1998, a saga mistura rock pesado, magia, ficção científica e duelos eletrizantes com personagens icônicos. Agora, prestes a ganhar seu primeiro anime, “Guilty Gear Strive: Dual Rulers”, que estreia em abril de 2025 na Crunchyroll, fãs antigos e novos se perguntam: por onde começar?

Para acompanhar a história sem se perder, é importante entender a ordem cronológica dos principais jogos da franquia, além do que cada um trouxe de novidade. A seguir, explicamos o enredo dos títulos principais e suas contribuições para a evolução do universo Guilty Gear.

GUILTY GEAR STRIVE DUAL RULERS
Foto: Divulgação/Crunchyroll

O nascimento da magia e dos Gears

Tudo começa nos anos 90, quando um colapso tecnológico global paralisa a comunicação e afunda o mundo no caos. Um homem conhecido apenas como O Original apresenta a magia como solução para a crise. Com isso, nasce uma nova era, na qual a energia mágica substitui a tecnologia convencional.

Em 2015, surge o Projeto Gear: uma iniciativa científica que visava criar formas de vida mágicas. O plano acaba gerando seres biológicos modificados, os Gears, programados para obedecer ordens humanas. No entanto, a primeira Gear consciente, Justice, se rebela e declara guerra à humanidade, dando início às Cruzadas — um conflito que dura cem anos.

Guilty Gear (1998): o início da jornada

Cinco anos após a suposta derrota de Justice, um torneio é realizado para encontrar novos membros da Sagrada Ordem dos Cavaleiros Santos. Sol Badguy, protagonista da série, vence a disputa e confronta uma Justice enfraquecida. Assim, o jogo marca a estreia do sistema air-dash e dos temidos golpes que eliminam o adversário com um único ataque.

Com jogabilidade frenética e estilo visual marcante, Guilty Gear conquistou espaço ao combinar elementos de mangá com lutas intensas.

Guilty Gear X (2000): o surgimento de Dizzy

A trama se complica com a aparição de Dizzy, filha de Justice. Apesar de pacífica, ela é caçada por representar um risco à humanidade. Ky Kiske, rival de Sol e líder dos cavaleiros, se apaixona por ela, dando início a um romance proibido.

Em termos de jogabilidade, o título introduz mecânicas que se tornaram padrão na série, como Roman Cancel e o botão Dust, além dos primeiros ports e revisões.

Guilty Gear XX (2002): conspirações e revelações

Duas semanas depois dos eventos de Guilty Gear X, a misteriosa I-No, serva de “Aquele Homem”, manipula vários personagens, incluindo Sol e Ky. A trama se aprofunda com o sequestro de Dizzy e a ascensão de organizações secretas.

A versão XX ficou conhecida pelas diversas edições lançadas ao longo dos anos e pela adição do modo M.O.M, que premia jogadores por combos criativos e uso estratégico de itens.

Guilty Gear 2: Overture (2007): o salto para a ação 3D

Quebrando o formato tradicional, Overture aposta em batalhas em tempo real com elementos de defesa de território. A história se passa anos depois, com Ky já rei de Illyria e pai de Sin, criado por Sol. A trama gira em torno do surgimento de Valentine, clone de Aria (Justice), e uma nova ameaça global.

Contudo, apesar da mudança de gênero, o jogo expandiu o universo da franquia, apresentando o Backyard, uma dimensão alternativa onde as leis da realidade são moldadas.

Guilty Gear Xrd (2014–2015): a guerra contra as Valentines

Dividido em Sign e Revelator, esse arco se passa no final da década de 2180. Ramlethal Valentine declara guerra contra a humanidade, seguida por Elphelt e outras “irmãs”. Por trás delas está a Vontade Universal, entidade que manipula os rumos da história desde o início da era mágica.

Com gráficos inovadores em cel-shading 3D que simulam animação 2D, Xrd redefiniu o visual dos jogos de luta. Transformaram o modo história em um filme interativo e introduziram novos personagens, como Jack-O’, peça essencial da trama atual.

Guilty Gear -Strive- (2021): o clímax da saga

Strive conclui os principais arcos da série. Sol confronta seu passado, enquanto Asuka R. Kreutz (Aquele Homem) tenta corrigir os erros do Projeto Gear. A invasão da Casa Branca por Happy Chaos cria o cenário para batalhas decisivas e resoluções emocionais.

Além do visual refinado, o jogo trouxe o sistema Wall-Break, permitindo transições entre áreas durante o combate, e ajustes nas mecânicas para atrair novos jogadores sem perder a profundidade estratégica.

Dual Rulers (2025): o anime que dá sequência à história

Situado após os eventos de Strive, o anime Guilty Gear Strive: Dual Rulers começa com Ky abdicando do trono de Illyria para governar Vialattea ao lado de Dizzy. O casal decide oficializar o casamento entre humano e Gear, o que gera tensão entre facções extremistas. Surge então Unika, figura misteriosa que se opõe à união e promete novos conflitos.

O estúdio Sanzigen produzirá o anime e adaptará o estilo visual da franquia para a televisão.

Aproveite ao máximo Guilty Gear

Para aproveitar ao máximo Guilty Gear Strive: Dual Rulers, vale a pena revisitar os principais jogos da série, seja por meio das versões atualizadas ou assistindo aos modos história disponíveis nas edições mais recentes. A complexidade do enredo pode parecer um desafio, mas recompensa os jogadores com uma narrativa rica, cheia de reviravoltas e personagens cativantes.

Com mais de 20 anos de trajetória, Guilty Gear se mantém como uma das franquias de luta mais originais, combinando estilo, trilha sonora marcante e mecânicas inovadoras. Agora, com a estreia do anime, é a hora perfeita para entrar de cabeça nesse universo.

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