O debate sobre a identidade do anime voltou ao centro da indústria japonesa. Desta vez, quem levantou a voz foi a KADOKAWA, por meio de seu presidente e CEO, Takeshi Natsuno. Segundo o executivo, tentar agradar o mercado ocidental pode comprometer a qualidade das obras.
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Em entrevista ao portal Nikkei, Natsuno foi direto na resposta. Para ele, o caminho correto é criar pensando no público japonês. “Se funciona no Japão, funciona fora”, afirmou. Dessa forma, o foco deve estar na autenticidade cultural e não em fórmulas globais.
Além disso, o CEO defende que a originalidade nasce quando não existe a pressão de criar um “mangá global”. Portanto, produzir uma ampla variedade de propriedades intelectuais, sem diluir ideias, garante obras mais fortes e únicas.
Contudo, existe um contraste interno. Em 2025, um diretor da própria KADOKAWA sugeriu olhar mais para temas que agradassem o Ocidente. Assim, o debate entre adaptação e identidade segue vivo dentro das grandes empresas.
Por fim, Natsuno também destacou a estratégia de expansão internacional com subsidiárias próprias, evitando perdas em licenciamento e mantendo controle criativo total.
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